pc: a solução para a educação?

fevereiro 15, 2008

Em uma pesquisa realizada por pesquisadores dos Institutos de Filosofia e Ciências Humanas, Computação, Engenharia Mecânica e pela Faculdade de Engenharia da Computação da Unicamp, mostra-se que o resultado de alunos que usam sempre o computador para realizar suas tarefas escolares nem sempre é superior àqueles que nunca usam as máquinas. De fato, aqueles que nunca usam o computador tem rendimento geralmente superior em várias disciplinas em relação àqueles que usam freqüentemente ou sempre o pc. Em sua conclusão os autores afirmam: “Hoje a ideologia dominante é claramente favorável ao maior uso de computadores nas escolas e nos lares. Assim, quando se apresentam resultados que vão contra posições dominantes, é de se esperar uma avaliação muito mais política do que científica dos mesmos.”

Isso evidencia sua posição contrária à idéia que vem se difundindo em nível global sobre a adoção de computadores portáteis, como o XO da OLPC ou o ClassmatePC da Intel, para crianças em fase escolar, principalmente aquelas que vivem em países em desenvolvimento. O Brasil iniciou uma licitação para a compra desses computadores, mas ela foi abortada pois não foi conseguido o valor esperado para as máquinas.

O autor sugere ainda que ao se criar esse fenômeno de inclusão digital, pode-se criar sem perceber um aumento na exclusão educacional, pois os alunos podem perder em qualidade de ensino. Realmente é de pensar ser realmente o método “Ctrl+C” “Ctrl+V” que se vê por aí como a solução mágica para se fazer trabalhos escolares contribui para alguma coisa, ou se os educadores terão de aperfeiçoar a forma como seus alunos lidam com a tecnologia para estudar.

Creio que ainda devem ser feitas mais pesquisas independentes, para realmente comprovar ou não a eficácia do uso dos notebooks educacionais nas escolas, ou se esses computadores não passam de pura exploração comercial de um nicho de mercado que pode se tornar altamente lucrativo.

Site da pesquisa: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-73302007000400003&lng=en&nrm=iso&tlng=ptt


Somos impacientes?

janeiro 18, 2008

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Hoje lí no site slashdot uma matéria que fala que os jovens estão mais impacientes que as pessoas de 30 anos atrás. A pesquisa foi feita pelo University College London e indica que os jovens de hoje em dia são mais dispostos à pesquisa, porém são menos tolerantes com alguma demora na obtenção de resultados. A matéria cita o exemplo de um professor de uma turma introdutória de Ciência da Computação que fala que seus alunos de vinte-e-poucos anos tem mais facilidade para lidar com computadores, mas nem por isso são mais adeptos.

Segundo a pesquisa também, os mais novos mostram impaciência em pesquisar e navegar na internet, por expemplo. Como análise, pergunto quantas vezes você navegou na internet essa semana para ler informações diversas? Mas com certeza entrou no Google para pesquisar algo que já tinha em mente, e depois de pesquisar aquele assunto não procurou saber sobre nenhum outro. E quando vamos abrir uma página e ela demora uns 10 segundos? Garanto que muitos ficam impacientes e reclamando. Fonte: http://ask.slashdot.org/article.pl?sid=08/01/18/0420247&from=rss

O mundo passa por uma fase em que todos querem informações, mas ninguém quer procurar, se possível for, que haja um lugar mágico onde todas as respostas que precisamos estjam à ponta dos nossos dedos. Completamente diferente do tempo do professor da matéria citada, onde o aluno para saber sobre algo precisava perguntar ao professor, ir à uma biblioteca e debater com os colegas.

Resta saber qual era a melhor forma de aprendizado: a antiga, da investigação e do debate; ou a de hoje, com Wikipedia e Google nos dando tudo de mãos beijadas.

victor_b