Erros de cenário

fevereiro 23, 2008

A minissérie Grandes Amigos da Rede Globo tem uma história até bastante interessante. Um cara que vai morrer e faz de tudo para resgatar em sí mesmo e nos amigos o mesmo sentimento que tinham uns pelos outros quando eram mais jovens. Mas a equipe que monta o cenário para as gravações anda derrapando muito, mas muito mesmo!

O primeiro deslize não posso falar com muita certeza, mas vamos lá. A trama se passa no ano de 1989. Então no 2º capítulo o personagem de um travesti faz uma maravilha na cozinha: pipoca de microondas! Acredito que nessa época, apesar de ter apenas 2 anos de idade, não havia fornos de microondas nas casas brasileiras. Mesmo que houvesse, não seria operado com tamanha naturalidade por um visitante. Mas isso não posso falar com muita certeza.

O segundo é ainda pior: uma geladeira com dispenser de água na porta! Essa eu tenho certeza que não existia à época. Foi uma mega mancada. Além do mais a geladeira era branquinha, o que vai totalmente contra a cor dos eletrodomésticos da ‘linha marrom’ daquele tempo.

Mas o erro mais grosseiro foi o computador da personagem principal (Léo): Ele usa um PC com monitor VGA e teclado ergonômico. Isso mesmo, até um leigo total e absoluto à microinformática sabe que lá pelos idos de 89 não existia teclado ergonômico. Além do mais segundo um ótimo artigo sobre a história da informática, escrito por Carlos E. Morimoto, o Brasil utilizava, até 1992, os computadores XT, alguns fabricados aqui mesmo, no Brasil. Os computadores 386 e seus sucessores só deram as caras em terras tupiniquins depois do fim da reserva de mercado. Abaixo segue uma foto do XT:

Depois disso acho que não precisa nem falar que o pessoal da tv precisa tomar mais cuidado com as coisas que faz. Daqui a pouco vão colocar cena de gente acessando o Orkut em novela de época. Ah, ainda esqueci de falar sobre o design dos utencílios do lar que aparecem, que não parecem em nada com o do final da década de 80; mas isso não é minha praia.

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Brasil dando baile

fevereiro 23, 2008

Vejam como as coisas são. A maior potência mundial sofre com a bolha imobiliária que eles mesmos criaram. Os maiores PhD’s de Harvard estão soltando fumaça pelas orelhas de tanto pensar em como solucionar esse ‘grande problema para a economia mundial’. A General Motors, dona da marca Chevrolet anuncia prejuízos bilionários. Os bancos vão na mesma linha. O americano vai dormir pensando se a hipoteca de sua casa vai ser executada no próximo dia. Tudo parece o fim do mundo. Sem contar com o petróleo passando de US$100,00 o barril.

Enquanto isso, em terras brasileiras, nossos ‘problemas’ são outros: as empresas de cimento estão no máximo de sua produção, os profissinais da contrução civil estão sendo caçados à unha, as siderúrgicas estão tendo que ligar mais fornos. Além disso, as montadoras de veículos, inclusive duas americanas, estão soltando fogos de artifício e fazendo propagandas a todo vapor com os resultados espetaculares das vendas, que estão batendo recordes a cada mês. E por falar em recordes, os bancos também estão batendo os seus: de faturamento. E o crédito também bate recorde. E o número de empregos com carteira assinada também. E por falar em crédito, a BOVESPA conseguiu recuperar todas as perdas que teve por causa da tolice imobiliária americana. E o Brasil também tem agora dinheiro suficiente em caixa para pagar TODA a dívida externa; e ainda sobram 4 bilhões de reais de troco.

Isso é para os que ficam endeusando os EUA e falando que o Brasil é uma republiqueta de bananas aprenderem que temos competência suficiente para administrar nosso país sozinhos, sem ter que ficar pedindo aval dos americanos para tampar um buraco na estrada. E também para mostrar que eles também não são perfeitos e infalíveis, e que se não tomarem cuidado vão acabar virando uma republiqueta de quebrados subjulgados à China.


Montadoras, as madrinhas das emissoras

fevereiro 23, 2008

 logos

Ontem um fato me chamou a atenção durante o Jornal Nacional. Não foi o jornal em si, mas sim seus comerciais. Durante todas as propagandas não me lembro de ter visto outros comerciais que não de venda de carros zero quilômetro. Não tenho noção de quanto custa um anúnicio no JN, mas garanto que não deve ser nada barato. E as montadoras de veículos compraram praticamente todo o tempo! E isso não acontece somente durante o jornal, mas durante a novela, depois no BBB, depois na mini-série. Toda hora aparece uma propaganda de carros.

Isso é mais uma prova de que o mercado automotivo está bem aquecido, pois as montadoras estão gastando rodos de dinheiro com anúncios em todos os meios de comunicação. E quem gosta disso? As empresas de publicidade e as emissoras e editoras. Acho que nunca ganharam tanto dinheiro com propaganda de carros. Pena que nunca mais a gente pode ver aqueles lúdicos comerciais da Coca-Cola ou de sabão em pó.