Coma seus sapos

Janeiro 12, 2008

Li uma certa vez um artigo de revista em que o autor mostra um grande pensamento de Mark Twain:

“Imagine que, por algum motivo de saúde, você seja obrigado a comer um sapo vivo, grande e melado. Não há escolha, é preciso comer para sobreviver, uma questão de vida ou de morte. Quando você vai querer comer esse sapo? Vai deixá-lo sobre a mesa do escritório? Em cima da pia da cozinha até que surja um pouquinho de vontade? Na sacada do apartamento, enquanto você pensa sobre o assunto? Ou vai sair para o boteco com os amigos para esquecer o problema?

Tudo isso só aumentará seu grau de insatisfação. Aposto que você não encontrará mais prazer na vida. Ficará imaginando qual é o sabor daquele sapo nojento. A melhor saída? Engolir o sapo o mais depressa possível.

O anfíbio não vai ficar com gosto melhor depois de alguns dias. Por isso, é bom enfrentar logo o problema. Comendo o sapo agora você vivenciará a mesma experiência desagradável que qeria ao comê-lo daqui a 50 dias. Só que, ao resolver a questão imediatamente, você vai se livrar do estresse de ficar pensando no sapo. Depois de comê-lo ele não habitará mais seus pensamentos.”

E que tal começar o ano engolindo logo seus sapos?

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Ensinar cachorro a ler

Janeiro 12, 2008

Uma vez, quando ainda era pequeno e passava as férias na casa de uma pessoa de minha família, eu e um outro familiar presenciamos uma cena inusitada. Enquanto passávamos ao lado da porta do banheiro, ouvimos um som estranho saindo do lado de dentro. Quando abrimos a porta, lá estava um primo nosso ensinando o cachorro dele a ler! E ele ainda dizia assim: “Esse é o ‘A’, mas o ‘A’ você já conhece né, você faz ‘Au, au’!”.

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Parece estranho este post, mas essa história mostra algo que as pessoas parecem esquecer com o passar do tempo: a esperança nas outras pessoas. Tentar ensinar um cachorro a ler é um sinal de loucura perseverança, mesmo que ele nunca aprenda a ler. Muitas vezes julgamos os outros incapazes mesmo sem ter dado a primeira chance. Por que não recuperamos aquela esperança infantil que tínhamos antes, e passamos a ver as pessoas de forma diferente, sem pré-julgamentos? Talvez vários Einsteins ou Newtons ou Darwins, ou até Shakespeares já tenham aparecido no mundo e não tiveram a chance de mostrar seu potencial.

E falando de forma capitalista, estaríamos desperdiçando o potencial de vários ótimos engenheiros, cientistas e pessoas que podem revolucionar o modo como as coisas funcionam, de modo geral.

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